Concelho

Na passada segunda-feira a CDU/Fiães entregou 16 propostas, umas para serem inseridas no Orçamento 2018 da Freguesia e outras para figurarem no plano estratégico de desenvolvimento de Fiães.

Abaixo, apresenta-se o texto entregue ao executivo da Junta de Freguesia de Fiães.

 

Propostas da CDU para a Freguesia de Fiães

Tratando-se do primeiro ano deste novo mandato, parece-nos importante apresentar propostas que deverão ser realidade a curto, médio e algumas a longo prazo na nossa Freguesia. Ressalvamos ainda que algumas das propostas apresentadas são de responsabilidade da Câmara Municipal e que a Junta de Freguesia não possui orçamento efetivo para a sua realização. Todavia sendo a Junta de Freguesia o órgão, por direito, representativo da Freguesia de Fiães, cabe-lhe a solicitação e exigência do suprimento das necessidades da cidade.

Proposta 1 

Encetar esforços para uma maior dinamização cultural na área da freguesia, nomeadamente, verão promovendo sessões de cinema ao ar livre e a dinamização de uma biblioteca de jardim.

Proposta 2

Como é do conhecimento geral, o Passadiço das Ribeiras é atravessado, em Fiães, pela Estrada Nacional 326. Todavia no local, onde este verão existiu a concessão de uma esplanada, não existe uma passadeira para peões, passeios ou mesmo iluminação pública que faça cobro às necessidades. Não obstante da passagem sob a ponte da estrada nacional (que não será útil em períodos de pluviosidade) há a necessidade de reabilitar o espaço tornando-o mais seguro

Assim, entende-se como fundamental o encetar de esforços junto da Infraestruturas de Portugal (entidade responsável pela via) para a colocação de sinalética que vise a redução da velocidade por parte dos automobilistas, a informação relativa à continua presença de peões e a colocação de uma passadeira para peões.

É ainda necessário solicitar o reforço da iluminação pública do local e proceder à criação de passeios junto das duas laterais da estrada nacional.

Surgiu recentemente um estudo independente do novo Observatório Nacional da Administração Pública, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, sobre a evolução do desemprego nos diferentes concelhos do País.

Não sendo propriamente novidade, já que vem confirmar estatisticamente dados e constatações há muito sustentadas pelo PCP, aquele estudo, no caso particular do Concelho de Stª Mª da Feira, contraria em absoluto as teses tão apregoadas do Senhor Presidente da Câmara de diminuição acentuada de desemprego no mesmo, como, inclusive, de obra sua se tratasse

A verdade nua e crua é que, segundo o citado estudo, não obstante se registar na maioria dos Concelhos a norte uma diminuição do desemprego, em Stª Mª da Feira ao invés este cresce 0,32%!

Mas, claro que não é só por estes números que se pode ver a evolução do desemprego no País e no Concelho.

Igualmente no que se refere ao emprego criado, como não nos temos cansado de alertar, na sua esmagadora maioria é precário (estudos recentes apontam para mais de 80 % dos postos de trabalho criados, entre Outubro de 2013 e Junho deste ano, serem por meio de vínculos precários e com salários próximos do salário mínimo nacional).

Ao abrigo da Lei de imprensa – artigos 24º e 25º – vimos desta forma exercer o direito de resposta, face à nota da Direcção desse semanário, publicada na sua última edição, a propósito de um comunicado de imprensa sobre o conteúdo de recente plenário concelhio do PCP.

Fazendo tábua rasa dos princípios de imparcialidade e independência, a que está obrigado pela legislação actual, e que diz defender, a referida nota da Direcção compromete todo aquele órgão de informação, com a sua postura anticomunista violenta, despropositada e ofensiva, cujo teor nos abstemos de comentar.

Sobre tal nota (sublinhe-se que não é um artigo de opinião, mas sim uma posição expressa da direção do jornal) a Comissão Concelhia do PCP faz, somente, os seguintes reparos:

- Reitera a posição de que, para a perda de votação da CDU no Concelho e no país, teve particular influência, entre diversos factores, o papel da própria comunicação social nacional e local, pelas repetidas discriminações de que foi alvo, admitidas inclusive pelo próprio provedor do tele-espectador e por vários observadores independentes.

- Embora a nota de imprensa do PCP não tenha feito referência específica a qualquer jornal concelhio, não é verdade que o Correio da Feira faça uma justa e equilibrada cobertura das iniciativas desta força política. A extensão das discriminações e omissões são bem identificáveis e muitas já foram comunicadas de viva voz ao próprio Diretor do Jornal. Sublinham-se dois exemplos significativos:  

  1. a) Ao longo dos últimos quatro anos, ao contrário do que se passou com outras forças políticas, o eleito da CDU na Assembleia Municipal só teve direito a uma única entrevista;
  2. b) Quanto a entrevistas a dirigentes nacionais, realizadas recentemente, verificamos uma abismal diferença de tratamento em relação aos outros Partidos: até hoje, não obstante o compromisso assumido pelo respectivo director, nunca foi concretizada qualquer entrevista com o Secretário-Geral do PCP.

- O PCP é portador de um extraordinário património de luta e de uma intensa vida democrática. Continuará, em qualquer circunstância, a desempenhar o seu papel político insubstituível na democracia.

PELO CUMPRIMENTO DA LEI DE IMPRENSA!                                   

Stª Mª da Feira, 16 de Novembro de 2017

Comissão Concelhia de Stª Mª da Feira do PCP

O eleito da Coligação Democrática Unitária, Manuel Soares da Silva, bem como os elementos que compõem o coletivo desta coligação em Fornos, têmmantido, acima de qualquer dúvida, uma atuação pautada sempre pela clareza de princípios e por falarem verdade.

O nosso principal interesse ao estarmos na política local move-se pela defesa intransigente dos interesses da população Fornense e da freguesia enquanto território que a todos diz respeito. Provamo-lo, ainda recentemente, quando fomos os principais autores do “abaixo-assinado” que manteve a freguesia sem ser agregada à Feira, quando conseguimos angariar mais de 1500 assinaturas de eleitores Fornenses. Os elementos do PSD nem uma misera folha conseguiram preencher com assinaturas.

A CDU cumpriu o mandato que agora termina, numa Assembleia de Freguesia manietada por um partido, o PSD, que foi detentor de maioria absoluta pelo que, teve como principal tarefa fiscalizar a atividade da Junta como indica o estatuto de oposição. Mesmo assim fez-se democracia e foi por sugestão da CDU e isto após diálogo entre os 3 partidos com eleitos, que os Fornenses passaram a falar antes do período da ordem do dia, logo no início da Assembleia, o que não acontecia até então.

Mentiras podem-se dizer muitas mas verdade só há uma. De números fantásticos estamos nós cheios, o que os Fornenses querem na verdade é ver obra feita. Assim passaram mais quatro anos e as perguntas continuam as mesmas:

Quando deixaremos de ter uma Junta de Freguesia enterrada debaixo da Capela Mortuária? O que fizeram à primeira pedra do Centro Escolar colocada já lá vão oito anos por Alfredo Henriques? Quando será resolvida a situação criminosa da rua Armando Pinto de Assunção? Quando será o dia em que teremos direito a um Infantário com Berçário? Em que dia e ano veremos o “Transfeira” a circular por Fornos como já faz em Sanfins? Quando é que teremos uma carrinha de apoio social a carenciados e idosos? Como foi roubado o camião da Junta de Freguesia?

Com a situação económica e social a inverter-se, com a pobreza e a exclusão social a parar com o ritmo avassalador com que a todos nos estava a agarrar, com a recessão a parar cada vez que se faz uma análise, com o desemprego a cair de dia para dia que passa, com os feirenses a terem a consciência plena de que a situação hoje é melhor do que ontem e que amanhã será certamente melhor do que hoje, só há uma conclusão a tirar: Após a viragem nas opções nacionais que aconteceu nas últimas eleições legislativas, quanto mais depressa procurarmos caminhos alternativos para Santa Maria da Feira tanto melhor para os feirenses; quanto mais depressa este poder PSD deixar de comandar os destinos do município, tanto melhor para os feirenses, porque provou-se à saciedade que as políticas de direita não são o caminho.

Temos uma câmara que não tem sequer a humildade de aprender com os erros, uma câmara que se mostra completamente incapaz de compreender que os feirenses não vivem das previsões do Sr. Emídio Sousa, uma câmara que semeia ilusão, que se multiplica numa gritante pobreza interventiva e, cuja única resposta que tem para dar aos feirenses é o “Show off”, das afirmações messiânicas do seu timoneiro.

Esta câmara apenas continua em funções porque os feirenses estão órfãos de verdadeiras políticas de desenvolvimento, um desenvolvimento que se quer ambientalmente sustentável, onde se combina a eficiência económica, com a justiça social e a prudência ambiental.

Basta confrontar as políticas desta câmara PSD com os seus resultados para se perceber que assim não vamos lá. A dívida acumulada por 41 anos ininterruptos de PSD ao leme do município continua na ordem dos 50 milhões de euros e foi constituída por más opções políticas de “pão e circo” em detrimento da implementação de estratégias que potenciassem o crescimento do município, a qualificação e a estruturação para o futuro.