Distrito

A Direcção da Organização Regional de Aveiro do PCP reuniu a 04 de Julho em Aveiro. Na reunião foi possível aprofundar a discussão em torno da situação política e definir aspectos da programação da intervenção do PCP nos próximos meses, tendo como centro da discussão a preparação das Eleições Legislativas, o desenvolvimento da luta de massas e a preparação da Festa do «Avante!».

 

A DORAV do PCP assinala a continuidade da identificação das políticas praticadas e propostas por PS, PSD e CDS. Quanto mais se aprofundam elementos sobre os respectivos programas e outras intenções, mais claro fica que estes três partidos estão comprometidos com os constrangimentos que limitam a soberania e o desenvolvimento do País, não estando em condições de representar qualquer saída do desastre em que mergulharam Portugal.

Tal como assinalado pelo CC do PCP no seu comunicado, a análise da situação do País comprova que esta se degradou rapidamente e, salvo em caso de uma ruptura com as políticas até aqui seguidas por PS, PSD e CDS, continuará numa situação de estagnação-recessão. São vários os indicadores que, a juntar-se à situação dramática de milhões de portugueses, o demonstram.

Os desenvolvimentos da situação grega evidenciam o cariz anti-democrático e não reformável da União Europeia e seus instrumentos (Euro, Tratado Orçamental, etc.). A brutal operação de ingerência e chantagem em curso deixa claro que o processo de integração capitalista europeu não beneficia nem respeita (ou jamais o fará!) os povos dos estados-membros da UE. O PCP reafirma a sua solidariedade com o povo grego e as organizações que na Grécia lutam pela necessária alternativa ao esmagamento económico, social e político a que o seu país está a ser sujeito.

Neste cenário é fundamental prosseguir a acção decidida do PCP e da CDU, envolvendo os milhares de democratas que – no país e no distrito – estão genuinamente interessados numa alternativa para o país. A apresentação do cabeça de lista no distrito de Aveiro – Miguel Viegas – e dos restantes candidatos deve servir como elemento motivador dos comunistas e outros democratas e patriotas para o aprofundamento do trabalho, levando mais longe o esclarecimento e a mobilização da população do distrito, destacando-se desde logo o Jantar-Comício a realizar no próximo dia 10 de Julho, nos Bombeiros Novos de Aveiro.

Os contactos até agora realizados nas muitas acções do PCP e da CDU das últimas semanas permitiram continuar a aumentar o capital de confiança existente na possibilidade de recuperar a representação da CDU no conjunto dos deputados eleitos pelo distrito de Aveiro para a Assembleia da República. O contacto directo, as iniciativas de rua e junto das grandes concentrações de trabalhadores e populações irão intensificar-se tendo como elementos de apoio os materiais nacionais e regionais de propaganda da campanha “Soluções para uma vida melhor”

A DORAV do PCP saúda a continuação da luta dos trabalhadores e das populações em torno dos seus direitos, sublinhando a importante manifestação nacional de professores, acção de professores contra a municipalização da Educação na Mealhada (a que entretanto o executivo da CMM vergonhosamente fugiu através de manobras anti-democráticas), a marcha de produtores de leite realizada no distrito e a acção dos trabalhadores da Câmara Municipal de Espinho em defesa das 35 horas. O PCP apela a todos os trabalhadores para que participem na jornada de luta da CGTP-IN convocada para o próximo dia 22 de Julho.

Teve lugar na manhã de hoje, 06 de Julho, uma conferência de imprensa do PCP em que Diana Ferreira, deputada do PCP que na Assembleia da República assegura a ligação do Grupo Parlamentar ao distrito de Aveiro, e Miguel Viegas, deputado do PCP no Parlamento Europeu e cabeça de lista da CDU às próximas Eleições Legislativas no distrito de Aveiro, apresentaram o trabalho realizado ao longo da última legislatura. 

Tal como no resto do país, também no distrito, as políticas de direita protagonizadas pelos sucessivos governos PS/PSD/CDS e, em particular, pelo que se encontra ainda em funções (PSD/CDS) têm conduzido os trabalhadores e o povo ao empobrecimento e cada vez maiores dificuldades de vida. Para tal muito contribuiu a implementação do Pacto de Agressão que PS, PSD e CDS subscreveram com a troika (FMI/BCE/CE), responsável pela destruição da economia nacional com a entrega de sectores estratégicos a privados e o completo dizimar do aparelho produtivo - tudo em nome de uma dívida que não apenas não diminuiu, como aumentou, e de um défice que continua longe dos objectivos insistentemente proferidos pelo Governo. 


A Direcção da Organização Regional de Aveiro do PCP reuniu a 12 de Junho em Aveiro. Nesta reunião debateu-se a situação nacional e regional e, em particular, aspectos centrais de intervenção no futuro, destacando-se a preparação das Eleições Legislativas, o desenvolvimento da luta de massas e o reforço do Partido.

1. Com a aproximação das Eleições Legislativas – a realizar no 2º semestre deste ano – o quadro de pré-campanha eleitoral é cada vez mais dominante na vida do País. A propaganda, a demagogia, os argumentos de auto-legitimação e o auto-elogio são o quotidiano de um Governo esgotado e isolado que procura freneticamente submeter o País aos interesses dos grandes grupos económicos, ancorando-se muitas vezes em estatísticas falseadas, análise parcelar de factos ou afirmações de cariz anti-democrático para levar a sua avante. O conteúdo do “III Congresso da Região de Aveiro” é disso mesmo um exemplo.

2. A pobreza, as desigualdades sociais, o desemprego e a precariedade, a emigração, continuam a agravar-se, contrariando a propaganda que “a situação melhorou”, e alastrar-se-ão ainda mais nos próximos meses e anos, caso seja implementado o chamado “Plano de Nacional de Reformas”. O PCP alerta para o facto de este Plano constituir um prolongamento das medidas de exploração e empobrecimento – outrora chamadas “temporárias” – que não só não resolveram nenhum dos problemas do País, como ainda os aprofundaram.


A Coligação Democrática Unitária vem, por este meio, divulgar que o cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Aveiro será Miguel Viegas. 

Mais se informa que o primeiro encontro com a comunicação social será numa iniciativa de contacto com os trabalhadores da Renault, na próxima 6ª feira, pelas 14:00, apelando-se à Vossa presença.



Alguns dados biográficos de Miguel Viegas:


Miguel Lopes Batista Viegas 

Professor Universitário 

45 anos 

Exerceu a profissão de médico veterinário entre 1993 e 2011 no sector agropecuário. Docente do Departamento de Economia e Gestão Industrial da Universidade de Aveiro desde 2008. 

Foi eleito na Assembleia Municipal de Ovar. 

É dirigente do Sindicato dos Professores da Região Centro. 

É deputado no Parlamento Europeu. 

É membro da Direcção da Organização Regional de Aveiro do PCP.


17.06.2015 

Gabinete de Imprensa da CDU

A CINCA é empresa com 600 trabalhadores divididos em 6 unidades de produção nomeadamente entre as 3 unidades de Fiães, da Mealhada, de Albergaria-a-Velha e Ílhavo. Actualmente, prepara uma nova unidade em Estarreja, que disporá de um armazém e linhas de produção, sendo até considerado como Projecto de Potencial Interesse Nacional (PIN). Chamamos a atenção para o facto de estar em marcha uma operação de contratação de novos trabalhadores, com salários mais baixos, sem qualquer vínculo à empresa, e com apoios à contratação por parte do IEFP, esquecendo o passado, tentando eliminar o vínculo com a maioria dos trabalhadores existentes atualmente no grupo, ou seja, colocando no desemprego a maioria dos seus actuais trabalhadores.

Hoje, mais de 200 trabalhadores estão a ser confrontados com assédio permanente com vista ao despedimento, sendo confrontados com uns “acordos de rescisão” em que nem os valores mínimos exigidos por lei são garantidos. Em relação à unidade de Albergaria-a-velha, que neste momento emprega menos de 30 trabalhadores devido à falta de trabalho desta unidade, não se vislumbrando quaisquer esforços por parte da administração em aumentar a produção, os trabalhadores são forçados a deslocar-se para as restantes unidades sem que lhes seja sequer efectuado o pagamento das horas de deslocação.

Devido a esta redução do número de trabalhadores, os que se mantêm na empresa têm vindo a sofrer um acréscimo de trabalho para além da realização de distintas tarefas ao longo do dia. Os horários não são respeitados, sendo mesmo alterados diariamente consoante a necessidade da entidade patronal, desrespeitando por completo a vida pessoal dos trabalhadores.