Distrito

 

A DORAV do PCP analisou os resultados das eleições para o Parlamento Europeu e concluiu que o PCP e a CDU alcançaram uma importante vitória, com o reforço em percentagem, votos e eleitos; no distrito, registou-se uma votação que contribuiu para o avanço do isolamento social e político do Governo PSD/CDS e para novos progressos na luta por uma alternativa patriótica e de esquerda. Por outro lado, o agravamento da política de direita torna mais urgente a luta de massas, a mobilização dos democratas e patriotas e o reforço do PCP e da sua intervenção.

1. A Direcção de Organização Regional de Aveiro do PCP procedeu à análise dos resultados das eleições para o Parlamento Europeu de 25 de Maio e decidiu dar o devido destaque ao importante avanço conseguido pela CDU, que obteve a nível nacional o melhor resultado em 25 anos: uma maior percentagem, com a subida de 2 pontos percentuais, atingindo os 12,7%; a eleição de mais um deputado, passando a 3, num quadro em que a representação do país se reduziu de 22 para 21 eleitos; e um aumento significativo do número de votos, quase 10% de massa eleitoral, mais cerca de 37 mil votos, ultrapassando os 415 mil, apesar do número de votantes ter diminuído em cerca de meio milhão. Este resultado foi um valioso contributo para a derrota do Governo, que teve o pior resultado da história dos partidos que o compõem, 27,7%, assim como um forte revés para a política de direita, uma vez que, em conjunto, os partidos da troika (PS, PSD e CDS), cuja governação dos últimos 37 anos trouxe o país a esta dramática situação, obtiveram menos de 60% dos votos expressos e perderam mais de 400 mil votos. Regista-se ainda a forte quebra eleitoral do BE, de 10,7% para 4,5%, e a votação obtida por Marinho e Pinto, em nome do MPT, 7,1%, expressão transitória dum populismo inconsequente, que se apresenta como um elemento exterior à política, mas que no fundamental acompanha as opções da política de direita que vem sendo imposta aos portugueses.

A DORAV do PCP, eleita na IX Assembleia da Organização Regional do Partido, procedeu à eleição dos seus organismos executivos, tomou medidas para novos avanços no reforço do Partido e para a sua intervenção, em particular, no quadro da CDU, nas eleições para o Parlamento Europeu.

1. A Direcção de Organização Regional de Aveiro do PCP, eleita na IX Assembleia, procedeu este sábado à avaliação do processo da respectiva preparação e concretização e considerou muito positivo o trabalho realizado, na participação dos militantes, na análise da realidade, na elaboração das orientações e respostas do PCP face à gravíssima situação que se abate sobre os trabalhadores, o povo e o país, no contributo para a construção duma política e de uma alternativa patriótica e de esquerda, e nas medidas tomadas para o reforço orgânico e de intervenção do Partido, na acção de massas e no plano político, institucional e eleitoral.

A DORAV procedeu à eleição do seu Executivo e Secretariado, integrados por treze camaradas, a quem foram atribuídas responsabilidades de coordenação e direcção nas organizações concelhias e de sector e nas diversas frentes de trabalho. A DORAV discutiu o desenvolvimento e intensificação da campanha de contacto com os membros do Partido, para a entrega de cartões e a elevação da militância, calendarizou e precisou o plano de reforço do Partido no distrito e o plano integrado de orientações e tarefas para a sua afirmação, na luta de massas, nas comemorações do quadragésimo aniversário do 25 de Abril, nas eleições para o Parlamento Europeu.

2. A DORAV considera que os trabalhadores e o povo, o país e o distrito, vivem uma situação muito difícil no plano económico e social. Os efeitos da longa governação da política de direita do PS, PSD e CDS, de integração capitalista europeia e de moeda única, no quadro da crise sistémica do capitalismo e da contra-ofensiva imperialista, continuam a aprofundar a destruição do tecido produtivo, a regressão social, o empobrecimento e o roubo do povo e do país, e a não serem derrotados e revertidos, ameaçam persistir em décadas de miséria e declínio nacional, em benefício exclusivo das classes dominantes e dos seus serventuários, da concentração e centralização do grande capital e das grandes potências do directório europeu e do imperialismo.

3. No plano político e ideológico, a DORAV constata o desenvolvimento sistemático da ofensiva de mistificação e manipulação da realidade, de propaganda de um "milagre económico" que só existe nos lucros do capital monopolista, da ocultação da luta dos trabalhadores e do povo e da intervenção e propostas do PCP. Estamos perante uma operação brutal, conduzida a partir do poder económico-mediático, para a promoção dos partidos da troika, das manobras e falsas promessas do PSD/CDS, para se manterem no poder, e das declarações inconsistentes do PS, para a "mudança", que não é mais que a alternância sem conteúdo alternativo, uma política ditada pelo Tratado Orçamental e pelo federalismo da União Europeia, de abdicação da soberania nacional, que, se fosse aplicada, manteria o país amarrado ao empobrecimento e ao desastre, de que aliás PS, PSD e CDS são os grandes responsáveis.

 

A DORAV do PCP, reunida esta quarta-feira,  analisou o agravamento da situação económica e social, o novo surto da luta dos trabalhadores e de sectores sociais muito amplos contra a política de direita e o Pacto de Agressão e definiu orientações para a intervenção e reforço do Partido no distrito em 2014.

1. A DORAV deu atenção ao desenvolvimento da ofensiva contra os direitos e interesses dos trabalhadores e do povo, de destruição da economia e regressão social, de subversão da Constituição, submissão e desastre nacional, que ao contrário do que afirma o Governo, aprofunda os défices estruturais do país e a recessão da economia e agrava o desemprego, a emigração, a pobreza e a dívida externa. O Orçamento de Estado é um novo passo neste caminho, aumentando o saque do povo e a delapidação de serviços e património público e funções sociais do Estado, para acelerar a concentração e centralização do capital e da riqueza. E o que se anuncia, com o novo capítulo "cautelar" da "assistência" da troika estrangeira em preparação, é a continuidade e agravamento deste processo.

 

 

Convocada pela União dos Sindicatos de Aveiro/ CGTP-IN, realizou-se hoje (20 de dezembro), a partir das 17h, uma concentração/ vigília que reuniu cerca de duzentas pessoas na Praça Dr. Joaquim Melo Freitas, bem no centro da cidade. Contra o Orçamento de Estado de exploração e empobrecimento exige-se a interrupção desta política, a demissão do governo e a convocação de eleições antecipadas. Esta a principal mensagem deixada pelos manifestantes e na intervenção do coordenador da União, Adelino Nunes.

A concluir esta acção, os manifestantes providenciaram a distribuição das «prendas» pelas imediações, em locais visíveis e emblemáticos na cidade de Aveiro. Decoração de Natal constituída por embrulhos decorados com a denúncia e exigência de ruptura com o pacto das Troikas , construída com um trabalho de voluntariado meritório, sempre desvalorizado pelos agentes psico-ideológicos mercenários ao serviço do capital, quando se trata da acção organizada dos trabalhadores.

 

Vejas as fotografias aqui.

 

Concentração no átrio interior da Segurança Social, em Aveiro

Integradas no Dia Nacional Indignação e Luta Contra a Exploração e o Empobrecimento, jornada de acções de protesto convocadas pela CGTP/IN no dia da aprovação do orçamento de estado, tiveram expressão no Distrito de Aveiro, conferindo visibilidade ao descontentamento generalizado face à política de roubo ao Povo e ao País.

A jornada iniciou-se de manhã com uma acção de distribuição de documentos da Comissão de Utentes em Defesa do Serviço Nacional de Saúde de Aveiro, que decorreu junto ao Hospital de Aveiro. (...)

Texto e imagens aqui.